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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Deus (que não é gay, mas muito paciente), três infelizes idiotas e a boa resposta de uma paróquia católica

Vi no UOL e julguei por bem compartilhar, sobretudo pela boa resposta da paróquia agredida (aliás, na verdade toda a comunidade cristã e todos os que valorizam o estado de direito foram agredidos).

Três frases escritas de vermelho na parede da Matriz da Igreja Católica chamaram a atenção da população de Santa Helena, cidade localizada na região Oeste do Paraná e que tem pouco mais de 23 mil habitantes: “Deus é gay”, “Pequenas Igrejas, Grandes Negócios” e “fuck the religions”. As pichações foram feitas na porta de entrada, o local onde centenas de católicos do município celebram e fazem suas orações. Os vândalos também fizeram o símbolo da cruz de ponta cabeça, e um símbolo do anarquismo.
A ação dos vândalos ocorreu na noite da última quinta-feira (19). Com a ajuda da população, a Polícia Militar local agiu rápido e prendeu os três suspeitos de terem praticado o ato de vandalismo.
Segundo o Portal Correio do Lago, "L.A.S., 19 anos, foi o primeiro detido e depois foram detidos M.J.O. e E.R.S. Segundo informou o sargento Botini, comandante local da PM, no depoimento eles alegaram consumo de bebida alcoólica, influência disso e insatisfação com a vida para praticar o ato de blasfêmia contra a igreja", publicou o site. Os três foram ouvidos e liberados, pois responderão a acusação em liberdade.
A Paróquia Santo Antônio se manifestou através de uma carta pública.
Leia a carta pública na íntegra.
“Ame o Senhor, seu Deus, com todo o seu coração, com toda a sua alma, com toda a sua força e com toda a sua mente; e ao seu próximo como a si mesmo”. (Lc 10,27)

A legislação brasileira dá o direito de expressão a todos os cidadãos, mas também exige respeito pelo patrimônio alheio, inclusive criminalizando atos de vandalismo e pichação.

Nesta manhã de sexta-feira os católicos de Santa Helena e porque não dizer, todas as pessoas de boa vontade, ao passarem pela Igreja Matriz Santo Antonio manifestam profunda indignação, reprovação e sentem-se ofendidos pelos atos de vandalismo que aconteceram ao longo desta noite de quinta para sexta, quando alguns elementos picharam a parede lateral da Igreja com ofensas à religião e a Deus.

Esses atos são considerados uma blasfêmia (do dicionário):

1. Ultraje a algo considerado sagrado, a uma divindade ou religião;
2. Palavras ofensivas e insultantes contra uma pessoa ou um objeto dignos de respeito).

Portanto, como Igreja Católica afirmamos:

1. A atitude dessas pessoas foi uma blasfêmia contra Deus, o criador de todas as coisas, e contra os católicos que usam este templo sagrado para as celebrações sagradas da comunidade e para seu encontro pessoal com Deus;

2. Como crime previsto na legislação, exigimos que as autoridades competentes investiguem o caso e dêem respostas a toda comunidade santa-helenense;

3. Esses fatos, como vários outros que tem sido corriqueiros em nossa cidade, são as consequências de uma sociedade que deixou os valores fundamentais de lado: valores da vida, do respeito ao próximo, da família, do amor a Deus;

4. Quando o ser humano é desumanizado naquilo que lhe é mais precioso – “ser imagem e semelhança de Deus” (Gn 1,26) qualquer ideologia: do poder, do dinheiro, da vaidade, do anárquico se avultam;

5.Por isso é urgente que a sociedade, a igreja, as famílias, os responsáveis pelos poderes públicos, os educadores de nossas instituições assumam esse papel de formadores da vida e das pessoas no cuidado dos valores que são fundamentais a todos: a vida, o ser humano em todas as suas dimensões, a liberdade religiosa e o respeito às manifestações de fé.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

As renúncias e os choramingos de pastor (série opiniões avulsas)


Todo mundo renuncia alguma coisa quando decide fazer outra. Claro! Se eu decidi ser o que sou e não investi em um de meus tantos sonhos de criança e adolescente (ser engenheiro florestal, ambientalista, oceanógrafo, professor de literatura brasileira, piloto de rally, ninja etc), isso se deve a alguma razão. As condicionantes das escolhas podem ser muitas. Mas a escolha está feita (até que eu queira de fato mudá-la, se houver tempo). Não posso acordar e reclamar que se eu fosse piloto de rally não teria que ficar enfurnado na frente do computador pesquisando meia hora sobre cultivo de azeitonas para traduzir uma pequena frase. Não posso olhar para meus parentes e ficar resmungando que se tivessem se mudado para o litoral eu poderia trabalhar com cavalos marinhos, tartarugas, baleias ou outras coisas mais emocionantes! Não posso, enfim, reclamar, sobretudo, do meu trabalho atual e culpá-lo por não ter escolhido as opções rejeitadas. Isso seria, no mínimo, um saco!

Mas parece que é costume de muitos pastores e líderes do meio gospel fazer algo semelhante. Não é por mal, mas tenho que comentar. Hoje mesmo, vi um pastor na tv dizendo que serve numa igreja aqui de BH com muito amor e que renuncia muitas coisas para estar com eles. Pra que cargas d'água ele tinha que falar que renuncia muitas coisas? 

Pois bem, é só um exemplo de um discurso que se multiplica por bocas e mais bocas. Até os ricassos pastores pop das megaigrejas fazem isso! Sim, e com lágrimas nos olhos dizem que entregaram suas vidas ao Senhor. Sim, ao Senhor e ao salário de vários milhares de reais que embolsam todos os meses, não é? E fazem isso em família até! Imaginem como rende! Bom, já mencionei o nepotismo eclesiástico e não é assunto para hoje.

O assunto atual é simples, é um pedido: Caros líderes, o choramingo não tem sentido algum! Parem com isso! É feio. É cansativo. Não leva a nada.

Eles até acham, talvez, que isso nos fará valorizar o trabalho que desempenham. Talvez, pensem que isso nos fará pagar um salário melhor com medo de que se arrependam de sua opção (isso quando não são eles mesmos que definem seus salários, como em algumas denominações!). Estão enganados. Todos fazemos escolhas. Todos renunciamos coisas. Todos! E se eles têm essa vocação e responderam positivamente a ela, não devem resmungar como se meio arrependidos, ou como se olhassem para trás invejando o que nem sequer se sabe se conseguiriam! Sim, alguns chegam a dizer: "Se eu não fosse pastor, estaria ganhando tanto no trabalho que eu teria!" E você sabe se teria trabalho? Qual trabalho? E, o mais importante, se você É pastor, se você se decidiu, por que ficar namorando a virtualidade de uma opção não tomada? Você está no presente real integralmente, ou seu coração está dividido entre o real e o virtual desejado secretamente?

Acho que uma boa resposta para esses choramingos seria: "Então desista do chamado, se está incomodado. Vá embora fazer outra coisa!" É o que eu gostaria de escutar se ficasse choramingando minha escolha com alguém. Caramba! Não vejo esse comportamento sendo louvado na narrativa de nenhum personagem Bíblico. Por que será? Certamente, porque aquele que faz a escolha pelo MELHOR não se sente atraído por outra coisa. E se eu me sinto atraído por outra coisa, como uma situação financeira virtualmente melhor, a ponto de ficar comentando sobre ela, é porque eu não considero o MELHOR tão MELHOR! Ou seja, ao tentar valorizar sua escolha e seu trabalho, louvando a própria renúncia, os pastores dão mostras de sua incerteza e até de uma possível incredulidade. Se eu escolhi o MELHOR (e o MELHOR, na minha cabeça, é justamente cumprir a vocação que me foi dada, seja ela qual for), eu tenho que me alegrar profundamente nisso e tê-lo como privilégio, deixando o que fica para trás - ou o que poderia ter sido - como um nada que só merece esquecimento, afinal, eu estou me envolvendo com o MELHOR! Quem saboreia uma pizza não fica de olho no pão velho, nem fica alardeando que abriu mão dele para ficar com a pizza!

E quantos o fazem! São muitos, quase todos! Por isso, se você, leitor, é pastor, não me leve a mal. Sei que você pode ter feito isso várias vezes. Em vez de se justificar, pense, reflita no conselho e, se julgar por bem, mude de comportamento. Inclusive porque a autobajulação não é virtude nem aqui nem lá na China (Isso é retórica. Na verdade não sei como isso funciona na China).

Bom, o desabafo de hoje é esse. Ah, sim, falta dizer que, enquanto pensava sobre isso, rememorei conversas com todos os pastores que conheci até hoje (batistas, luteranos, pentecostais, presbiterianos, metodistas e lá vai mais longe...). Para minha surpresa, o único de cuja boca não escutei esse tipo de choramingo é o meu atual pastor (há uns três anos é meu pastor). Fiquei feliz, pois acho que é prova de maturidade. Fico triste, contudo, quando percebo que todos os outros já choramingaram assim. Por que será que o fizeram? Alguns parecem tão comprometidos! Talvez o fazem por já ser costume reproduzido irrefletidamente. Ou será que ensinam isso nos seminários?

O caríssimo irmão Alberto, que muito bem escreve sobre liderança cristã, não abordou o choramingo no seu livro (acho que não). Alberto, fica, pois, a sugestão: falar sobre o líder choramingão!

Abraço,

Cesar,
sem choramingos, porque temos muito a fazer e pouco tempo para murmurar!


segunda-feira, 9 de abril de 2012

Eu não passaria na prova para Gari!!!!!

Este país é mesmo uma piada. Depois de anos e mais anos de estudo custeado pelo Governo Brasileiro, chego à triste conclusão de que eu não passaria em uma simples prova para Gari da cidade de Cambé, interior do Paraná. É trágico! Ou me formaram muito mal, ou essa prova é uma verdadeira aberração! Eu prefiro apostar na segunda alternativa, claro.

Veja algumas questões de "Atualidades" e teste seus "conhecimentos", ou melhor, sua "ignorância":


ATUALIDADES


Questão 31) A frase que deixou a personagem

“Valéria” famosa no programa Zorra

Total é:

A) “Ai, que louca que sou!”

B) “Ai, como sou mordida!”

C) “Ai, que loucura!”.

D) “Ai, como sou maluca!”

E) “Ai, como eu sou bandida!”


Questão 32) Assinale qual dupla sertaneja

que anunciou seu fim durante um show,

mas depois alegou ser um mal-entendido.

A) Bruno e Marrone

B) Jorge e Mateus

C) Fernando e Sorocaba

D) Zezé Di Camargo e Luciano

E) João Bosco e Vinicius


Questão 33) A cantora Paula Fernandes,

antes de se tornar famosa, participou de

uma novela da rede Globo de televisão chamada:

A) Uga Uga, de Carlos Lombardi.

B) Vale Tudo, de Gilberto Braga.

C) As Filhas da Mãe, de Sílvio de Abreu.

D) América, de Glória Perez.

E) Desejo Proibido, de Walter Negrão.


Questão 34) Jogador de futebol recém

falecido, que ficou famoso não só por

ser craque, visto como um intelectual libertário

no Brasil pós-ditadura e por liderar a “democracia

corintiana”, chama-se:

A) Biro Biro.

B) Garrincha.

C) Sócrates.

D) Toninho Cereso.

E) Ademir da Guia.


Questão 35) Escritor consagrado por

suas obras literárias, bastante conhecido entre

as crianças, pois se dedicou a um estilo

de escrita com linguagem simples onde realidade

e fantasia estão lado a lado. Pode-se

dizer que ele foi o precursor da literatura infantil

no Brasil, sendo uma das mais famosas

de suas obras o Sítio do Pica-Pau Amarelo,

que até hoje encanta muitas crianças e adultos,

trata-se de:

A) Orozimbo Nonato.

B) Oswaldo Aranha.

C) Monteiro Lobato.

D) Machado de Assis.

E) Maurício de Souza.


Questão 36) O STF, Supremo Tribunal

Federal, aprovou a aplicação de uma lei nas

eleições de outubro, tornando-se inelegíveis

os candidatos com condenações em segunda

instância, mesmo havendo possibilidade de

recurso, esta lei chama-se:

A) Lei da Honestidade

B) Lei da Improbidade

C) Lei da Política

D) Lei da Limpeza

E) Lei da Ficha Limpa


Questão 37) A dengue é uma praga

nos países de clima quente. A cada ano são

registrados 50 milhões de casos e 25 000

mortes. O agente transmissor desta doença

é o:

A) Aedis Egípcio

B) Aedes Egipt

C) Aedis Etílico

D) Aedes Aegypti

E) Aedis Agipidi



Questão 38) Fina Estampa é a primeira

novela totalmente ambientada no bairro

da Zona Oeste carioca, tendo como personagem

principal a Griselda, “heroína de bigode”,

conhecida como “Pereirão”. A atriz que

interpreta esta personagem é:

A) Deborah Secco.

B) Milena Toscano.

C) Bianca Salgueiro.

D) Lília Cabral.

E) Juliana Alves.



Questão 39) O craque de futebol

Cristiano Ronaldo que atua pelo Real Madrid,

ao comemorar com o lateral brasileiro Marcelo,

dançando a música de Michel Teló, após

fazer um gol contra o Málaga, pelo Campeonato

Espanhol, fez com que a coreografia virasse

febre nacional e mundial. O nome da

música que inspirou o craque chama-se:

A) “Ai se eu te aperto”.

B) “Ai como sou esperto”.

C) “Ai delícia”.

D) “Ai se eu te pego”.

E) “Delícia, delícia, assim você me mata”.



Questão 40) A Seleção Brasileira de

Futebol é o time nacional do Brasil de futebol

masculino, gerido pela Confederação Brasileira

de Futebol (CBF), que representa o país

nas competições de futebol organizadas pela

CONMEBOL e pela FIFA. É o time mais bemsucedido

de futebol na história das Copas do

Mundo, sendo a seleção nacional que mais

vezes conquistou o Mundial com:

A) três títulos.

B) quatro títulos.

C) cinco títulos.

D) seis títulos.

E) sete títulos.


Veja a prova completa aqui: http://www.funtefpr.com.br/images/arquivos/cambe/0012012/resultado/provas/GARI.pdf

segunda-feira, 26 de março de 2012

Padre Pop de Divinópolis atrai multidão com suas palestras

Padre "pop" tem estrutura de espetáculo para receber fiéis

Fonte: http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=199179,OTE

DIVINÓPOLIS. Era dezembro de 2007 quando o padre Chrystian Shankar chegou a Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas. Dois anos depois, começou a celebrar as missas temáticas, chamadas de Missa da Família, onde abusa de piadas, gírias e contação de casos para pregar seus ensinamentos religiosos. Na primeira delas, somente 40 fiéis ocupavam os bancos do Santuário de Nossa Senhora Aparecida. Passados três anos, a celebração ganhou estrutura de espetáculo: atrai gente de toda parte e hoje tem média de público de 15 mil fiéis. O número de pessoas, para se ter ideia, é superior ao de bandas badaladas, como o Monobloco, que no mês passado reuniu 10 mil pessoas na praça da Liberdade.

A reportagem de O TEMPO acompanhou, na última quarta-feira, à Missa da Família. Enquanto os 13 mil espectadores se acomodavam nos assentos da igreja, uma equipe de 300 voluntários se desdobrava para cuidar dos detalhes da celebração. As tarefas são bem definidas, e cada grupo fica por conta da sacristia, acólitos (que auxiliam o padre), acolhida, dízimo, barraquinhas, cozinha, infraestrutura, ornamentação, filmagem e foto. "É um batalhão", compara o padre Chrystian Shankar.

Como a igreja fica pequena para receber os católicos, o padre e seu batalhão usam um imóvel ao lado, com duas quadras de esporte, como anexo para acomodar os fiéis. Ao todo, 4.000 banquinhos são espalhados ali, na área externa da paróquia e na rua. Mesmo assim, falta espaço. Para que todos consigam ver e ouvir os ensinamentos do religioso, quatro telões reproduzem o que acontece no altar.

As imagens feitas em alta definição e o som estéreo são captados por câmeras profissionais. Antes mesmo de a missa acabar, uma equipe de voluntários segue para um cômodo nos fundos da quadra para gravar o áudio em CDs, que são vendidos no fim da missa por R$ 5. A cada celebração, cem cópias são distribuídas, além de 600 DVDs a R$ 10, cada.

O fluxo cada vez maior de pessoas por ali também chama a atenção da Polícia Militar, conforme informa o soldado Guilherme Vaz. "Começou a juntar muita gente desde 2009, e tivemos que trazer maior efetivo para evitar o furto de veículos". Mesmo evangélico, o militar aprova a postura do padre que conta piadas nas missas. "Dá para aproveitar alguma coisa. Ele passa uma mensagem de paz e amor", diz.

Já houve dias em que PM contou 800 motos ao redor da igreja. Todas as quartas-feiras, 1.500 veículos disputam as concorridas vagas nas ruas. Nos fundos da capela, barraquinhas vendem comida para alimentar os fiéis. Só de espaguetes, são vendidos 400 por noite.

O comércio ao redor também agradece. Desde que o padre Chrystian começou a celebrar suas missas, o bolso do comerciante José Eustáquio de Paula, 59, deu uma engordada. Sua sorveteria vende, no mínimo, 200 garrafas d’água por missa. "Fico com a loja aberta até a celebração acabar", diz.

Como acontece com artistas, o padre vem recebendo convites para fazer celebrações em outros lugares do país. Já foi ao Paraná, a Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo. Agora, padre Chrystian tem viagem marcada para Manaus (AM) e estuda convite para realizar uma missa em Nova York.

Minientrevista
"Não namoro, mas tenho experiência."
Chrystian Shankar
Padre do Santuário Nossa Senhora Aparecida
 
Como o senhor decidiu ser padre? Desde que eu me entendo por gente que tenho vocação para ser padre. Minha alegria é pregar a palavra de Deus.

Por que o senhor celebra suas missas usando gírias, expressões e contando piadas?Jesus sempre contou parábolas com aquilo que o povo entendia: ovelha, trigo, joio, barro. Ele usava a linguagem do povo daquela época. Eu prego com a linguagem de hoje, da internet, YouTube e etc. É o que o povo entende.

E, de repente, suas missas ficaram lotadas?Sim. Começamos aqui há três anos com a Missa da Família, com 40 pessoas. Agora, são 15 mil.

O senhor dá conselhos amorosos. Se não é casado, de onde tinha experiência para isso?Sou padre, não namoro nem tenho mulher, mas frequento academia, faço trilha de moto e tenho uma experiência que a maioria não tem, que é o aconselhamento diário de muitas pessoas com o tema relacionamento. (RRo)

Comentário meu: Sem dúvida, o interessante nessa história é a diferença com relação a outros padres afamados. Este, diferente dos demais, não fez sucesso pela afinação musical, pela ginástica celestial ou divulgação global. O movimento surgiu pequeno no interior de Minas e está ancorado na fala do padre, além de ter sido divulgado, inicialmente, pelos próprios participantes. Um fenômeno interessante por sua peculiaridade. O mínimo que se pode dizer é que, em Divinópolis, nas quartas à noite, tem 15 mil pessoas a menos vendo porcaria na tela da Globo, e, em vez de transformarem suas mentes em chiqueiros fedorentos, estão dispostas a tentar aprender algo que presta. Sintoma que dá esperança? Quem sabe?


terça-feira, 20 de março de 2012

O atropelamento vocabular do Jornal do SBT (e semelhante erro de muitos de nós)


Ontem, o Jornal do SBT (19/03/2012) apresentou, como todos os demais, uma reportagem sobre o atropelamento fatal de um ciclista em uma rodovia. O condutor, como todos sabem, era o filho do brasileiro mais rico na atualidade. Em dado momento, a reportagem mostrava uma testemunha ocular, um habitante que também transitava pela estrada. Ele disse que viu quando o ciclista, que estava trafegando em linha reta pela direita da estrada, foi atropelado pelo carro do jovem que vinha em alta velocidade fazendo uma ultrapassagem. Essa era a versão da testemunha que, coincidentemente, coincidia com a de outra testemunha mostrada no Jornal da Band. Contudo, logo a voz da jornalista disse: "Mais tarde, Eike Batista DESMENTIU essa versão e afirmou que o ciclista estava cruzando a estrada e que ele sim havia agido com irresponsabilidade." Ora, o senhor ou a senhora jornalista afirmou que a testemunha que se dispôs a conceder mais cedo aquela entrevista MENTIU. Não se pode DESMENTIR o que não é mentira. DESMENTIR não é simplesmente "apresentar versão diferente" ou "contradizer". DESMENTIR é retificar uma MENTIRA com a VERDADE. (Ou será que o senhor ou a senhora jornalista não percebeu o sentido da palavra que usava? Bem, é possível, pois costumam trabalhar sob pressão do tempo.) A questão, aqui, é só uma: O pai de um suspeito de irresponsabilidade é mais confiável que uma testemunha ocular menos envolvida no assunto? Não? Então, de onde é que tiraram que a palavra de um senhor era a verdade e a do outro a mentira? Qual foi o critério? Qual a diferença entre esses dois seres humanos falantes e no valor do que falam? A diferença básica e mais óbvia é o poder econômico (e isso dispensa comentários).

A palavra de um rico vale mais que a de um pobre? É mais considerável, respeitável ou digna de atenção? O argumento de um pobre perde força se contraposto à qualquer fala de um rico? É óbvio que gostaríamos de responder negativamente. Contudo, a realidade nos ensina que há diferença e que é enorme. E isso acontece em todos os lugares, em todos os tempos e templos. Sim, não é diferente nas igrejas. Também nas comunidades eclesiais se verifica o peso da influência econômica no valor dos argumentos. Dinheiro vale mais que reflexão, argumento, ponderação, coisinhas tão sem valor, tão em desuso quanto o estudo da Palavra de Deus.

Uma pena.

Para concluir, uma historinha que se encontra no livro de Eclesiastes:

13Também vi este exemplo de sabedoria debaixo do sol, que me pareceu grande:
14Houve uma pequena cidade em que havia poucos homens; e veio contra ela um grande rei, e a cercou e levantou contra ela grandes tranqueiras.
15Ora, achou-se nela um sábio pobre, que livrou a cidade pela sua sabedoria; contudo ninguém se lembrou mais daquele homem pobre.
16Então disse eu: Melhor é a sabedoria do que a força; todavia a sabedoria do pobre é desprezada, e as suas palavras não são ouvidas.

E não é verdade?

Abraço,

Cesar

sexta-feira, 16 de março de 2012

Confusão entre santos em BH

Fiéis oram para santo trocado em hospital de BH

Por quatro décadas, pais aflitos em um hospital no Funcionários rezaram para São Tarcísio diante de uma imagem que, na verdade, era de São José. Padres dizem que preces foram ouvidas
Gustavo Werneck -
Publicação: 16/03/2012 06:00Atualização: 16/03/2012 06:39

SÃO JOSÉ - Esposo da Virgem Maria e pai de Jesus. Nas esculturas dedicadas ao santo, ele está quase sempre com o menino nos braços. Carpinteiro de profissão, São José tem o seu dia comemorado em 19 de março e é o protetor das famílias e dos artesãos. Em Minas, há muitas representações do santo, como o famoso São José de Botas, que usava, simbolicamente, o calçado durante a fuga para o Egito durante a perseguição do Rei Herodes. Na Arquidiocese de BH, há muitas igrejas e capelas dedicadas ao santo. (Euler Júnior/EM/D.A PRESS)
SÃO JOSÉ - Esposo da Virgem Maria e pai de Jesus. Nas esculturas dedicadas ao santo, ele está quase sempre com o menino nos braços. Carpinteiro de profissão, São José tem o seu dia comemorado em 19 de março e é o protetor das famílias e dos artesãos. Em Minas, há muitas representações do santo, como o famoso São José de Botas, que usava, simbolicamente, o calçado durante a fuga para o Egito durante a perseguição do Rei Herodes. Na Arquidiocese de BH, há muitas igrejas e capelas dedicadas ao santo.

A fé do povo não tem limites e vale até acender vela para um santo, pensando em outro, que o efeito é o mesmo. Portanto, quem rezou para São Tarcísio de olho em São José pode ficar tranquilo que está livre de qualquer represália teológica – é o que dizem os padres. Durante mais de quatro décadas, uma imagem branca, com 61cm de altura, esteve em destaque no antigo hospital infantil São Tarcísio, na Rua Gonçalves Dias, 1608, cujo prédio foi restaurado para se tornar o Centro de Arte Popular Cemig (CAP), novo equipamento do Circuito Cultural da Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A curiosidade é que somente com as obras no edifício, os especialistas do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha) descobriram que, na verdade, a escultura era de São José, padroeiro das famílias e dos artesãos, e não do protetor dos coroinhas das e crianças.

Diante do achado e posterior pesquisa iconográfica, a data de inauguração do CAP não poderia ser outra: 19 de março, segunda-feira, às 10h, “dia de São José”, afirma o diretor de Conservação e Restauração do Iepha, Renato César de Souza. Segundo ele, é procedimento de rotina que o restauro seja acompanhado de estudos para aprofundar os conhecimentos sobre o bem, não apenas contemplando as técnicas e materiais construtivos, mas também trajetória, autorias etc. “Muitas vezes, nesses momentos, pode vir à tona uma série de novas histórias e revelações à nossa memória”, diz Renato, lembrando que há outros casos em Minas com descobertas surpreendentes..

Projetado em 1928 pelo arquiteto Luiz Signorelli, responsável por outras construções na capital, o prédio em estilo eclético da Rua Gonçalves Dias teve uma série de usos, como residência, convento e hospital particular, de 1970 a 1985 e a partir de 1980, unidade do Instituto de Previdência do Estado de Minas Gerais (Ipsemg) – ao longo do tempo, conforme a serventia, o imóvel sofria acréscimos e ganhava anexos. Tombado pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural Municipal (CDPCM-BH), ele recuperou a arquitetura original, a partir do projeto aprovado pelo Iepha, responsável ainda pelo acompanhamento e fiscalização. As intervenções, que custaram R$ 7 milhões (R$ 1, 5 milhão da Cemig e o restante do governo estadual), envolveram do restauro à implementação de estrutura moderna e adequada para instalação de obras de arte. O projeto foi o último desenvolvido pela dupla de arquitetos Janete Ferreira da Costa, falecida em 2009, e Acácio Gil Borsoy. Na manhã de ontem, no ateliê do Iepha, na Praça da Liberdade, o restaurador Thiago Botelho dava os últimos retoques na imagem, que chegou ao local com resquícios de uma pintura azul.
SÃO TARCÍSIO - Nascido em Roma, viveu entre os séculos 2 e 3 e é padroeiro dos coroinhas e das crianças. Tem seu dia comemorado em 15 de agosto. Pertencia à comunidade cristã de Roma. Durante a perseguição aos cristãos, muitos deles foram presos e condenados à morte. Na véspera de numerosas execuções de mártires, o Papa Sisto II não sabia como levar a eucaristia à cadeia. Foi então que o coroinha Tarcísio, de 12 anos, se ofereceu para realizar a tarefa. No caminho, morreu apedrejado, pois levar a "hóstia", mesmo na forma de pão, era considerado ato de bruxaria.

Não há uma explicação, de acordo com os especialistas, para a troca dos santos. Uma das versões é que, como se tratava de um hospital infantil, a imagem de São José estaria de bom tamanho, pois, com o Menino Jesus nos braços, é o protetor das famílias. Mas o mais indicado seria homenagear Tarcísio, o menino romano que viveu entre os séculos 2 e 3, morou nas ruas e é muito pouco divulgado no Brasil, diz o padre Rogério Eustáquio Fernandes, titular da paróquia dedicada ao santo no Bairro Nova Cintra, na Região Oeste de BH. “Não há o menor problema de rezar para um santo pensando que é outro. É tudo bem socializado”, brinca o pároco, esclarecendo que há uma comunhão dos santos, uma unidade, então não há problemas”. O pediatra Guy Freire Jannotti, de 79 anos, um dos sócios do antigo hospital, acredita que a imagem tenha pertencido à freiras do Cenáculo, que ocuparam anteriormente o prédio. Bem humorado, ele também está convencido de que não há problema em confundir os santos.

Surpresas

Durante obras de restauração, os especialistas podem se deparar com pinturas artísticas ou estruturas arquitetônicas escondidas sob camadas de tintas e reboco. Em 2006, na última reforma no Palácio da Liberdade, em 2006, foram achadas atrás das instalações sanitárias, ao redor do elevador principal, uma base de ferro com motivos florais. Isso indicava que toda a estrutura do equipamento havia sido construída para estar exposta. Nas abóbodas da varanda central foram descobertas pinturas decorativas originais, encobertas por três camadas de tinta branca.

Saiba mais centro de arte popular

No Centro de Arte Popular, serão expostas obras de artistas populares de regiões de Minas e do Brasil. O edifício tem quatro pavimentos, com ateliês para oficinas, auditório multiuso, café, loja, biblioteca, videoteca e quatro salas de exposições de longa duração. O acervo reúne cerca de 800 peças, grande parte delas pertencente ao estado, e outras resultado de empréstimo. A exposição inaugural terá 360 peças que retratam as diferentes expressões de arte criadas pelo homem e inclui desde as manifestações dos primeiros habitantes da região, com as pinturas rupestres, até os grafismos urbanos contemporâneos. Haverá também a mostra temporária Atos de fé, da colecionadora Maria Zahle Penna, de Tiradentes, no Campo das Vertentes, que apresentará, pela primeira vez, oratórios, santos e ex-votos do séculos 17 ao 19.

sexta-feira, 9 de março de 2012

A cor do refrigerante fica bonita, mas dá câncer. Vale a pena?

Responsáveis pela fabricação da Coca-Cola e da Pepsi terão de informar no rótulo riscos à saúde nos EUA

Fonte: Jornal O TEMPO - http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=146098

Os responsáveis pela fabricação da Coca-Cola e da Pepsi terão de alterar a composição do corante caramelo dos seus refrigerantes. A decisão foi baseada na legislação da Califórnia, nos Estados Unidos, que obriga as empresas a incluir nos rótulos das bebidas com certas doses de substâncias cancerígenas essa informação.
A Coca-Cola e a Pepsi controlam cerca de 90% do mercado norte-americano de refrigerantes. As alterações na composição da Coca-Cola e da Pepsi, que começaram a ser feitas na Califórnia, vão ser ampliadas para todo o país. Mas a expectativa, segundo analistas, é que se estenda para os outros países.
Representando a empresa Coca-Cola nas negociações com a Justiça da Califórnia, Diana Garza-Ciarlante disse que a companhia determinou aos fornecedores de corante caramelo que modifiquem o processo de fabricação do produto.
O objetivo da medida, segundo a Coca-Cola, é reduzir a substância química denominada 4-metilimizadol – apontada como uma ameaça à saúde. De acordo com Garza-Ciarlante, a empresa tomou a iniciativa, apesar de acreditar que não há risco para a saúde pública que justifique a alteração na composição da Coca-Cola.
A associação norte-americana que representa a indústria das bebidas informou que a Califórnia adicionou o corante à lista de substâncias cancerígenas sem provas que associem o seu consumo ao aparecimento da doença.
AGÊNCIA BRASIL
Meu comentário: Há poucos dias, publiquei a notícia de uma tese de doutorado defendida na UFMG que deixa provado que há sim relação entre as antenas de telefonia celular instaladas em BH e o número de casos de câncer na região. Agora, vejo essa notícia e fico pensando: Se nós sacrificamos nossa saúde em prol do "bom" sinal de celular, por que não haveríamos de sacrificá-la em prol de uma cor bonita? E dizemos que somos evoluídos.