segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Direito à Tradição: breve confissão de minha opinião sobre as tentativas de se negar a validade das tradições e instituições cristãs (uma atitude promovida por cristãos que propõem um pretenso retorno aos primórdios puros da fé), na qual apresento minha concepção da tradição como "revelação humana da verdade divina", que deve existir a partir e em benefício da "revelação divina da verdade humana", que se convencionou chamar de Bíblia (série opiniões avulsas)

 Uma fonte no Regent's Park, Londres

[Se você entendeu o título, talvez nem precise ler o texto]

Tenho lido certos textos que me deixam um pouco triste. Cristãos com boas intenções tentam desconstruir a possibilidade de se encontrar valor nas tradições e instituições cristãs. Eles costumam relacionar tudo que é religião com o farisaísmo dos tempos de Jesus. Entendo que o acesso que eles têm ao contexto histórico dos dias de Jesus é limitado. Não perceberão, então, que a relação de Jesus com os fariseus não é tão simples quanto parece. Não há exclusão pura. Mas isso não é assunto para um texto como este. Por isso, vou direto ao ponto. Essas pessoas só são capazes de estabelecer a seguinte conexão: "Jesus não gostava do farisaísmo. O farisaísmo representava a religião institucionalizada. Logo, Jesus não gosta de religião." O erro permeia todo o caminho dessa lógica. Pois bem, eles perguntam "Quem são os fariseus de hoje?" querendo apontar o dedo aos religiosos. Mas a pergunta e a resposta podem estar erradas. Preocupo-me, e gostaria simplesmente de manifestar as seguintes opiniões:
 
1. A tradição é algo inevitável. Mesmo quem quer negar a tradição escolhe uma tradição. Isso fica claro nas ideias que um a-tradicional acolhe, no modo de culto que realiza, nas referências que faz a um ou outro líder, na linguagem que usa etc.
 
2. As instituições e tradições cristãs não são necessariamente ruins.
 
3. As tradições cristãs compõem a "revelação humana da verdade divina". Isto é, cada tradição cristã diferente (as orientais, inclusive) contribui para revelar, na existência histórica da humanidade, uma forma de recepção da (e resposta à) verdade divina. Por isso, cada tradição tem a sua importância para que se compreenda como os cristãos reais, seres humanos de diferentes épocas, exerceram a sua fé e responderam àquilo que é anunciado na Bíblia, "revelação divina da verdade humana". Esta expressão também precisa ser explicada: a Bíblia é um meio que o Eterno encontrou para revelar (ou seja, é uma revelação divina) a verdade a respeito do ser-humano: sua criação, queda e meio de redenção.
 
4. Portanto, as tradições devem ser respeitadas e valorizadas, pois elas nos ajudam a progredir na compreensão comunitária da Verdade. Elas nos ajudam a vivermos a katholicidade (termo que preciso rasurar - a explicação eu dou em outra oportunidade) da Igreja em uma perspectiva de longo prazo. Elas tiram nossa centralidade do "eu", favorecendo uma compreensão mais holística da Revelação. [Em minha comunidade, por exemplo, utilizamos uma liturgia antiga. Partes dela são encontradas já em Pais da Igreja do século IV. Quando as canto, lembro-me que Basílio e Gregório de Nazianzo já as cantavam. Lembro que são palavras que atravessaram séculos e que, em idiomas diferentes e por bocas diferentes, foram usadas para expressar a devoção à Santíssima Trindade.]
 
5. Sem dúvida, as tradições não devem receber o mesmo valor da Bíblia. Quando discutimos algum assunto e alguém diz "Mas isso não muda porque é tradição", eu me inquieto. Tradição é algo feito de mudanças. E as mudanças nas tradições cristãs devem ser realizadas sem medo quando tiverem que ser feitas a partir e em benefício do testemunho bíblico. Por isso, a "revelação humana da verdade divina" precisa ser a partir da e ajustar-se constantemente à "revelação divina da verdade humana". Mas isso não ocorre uniformemente em todos os lugares e tempos. As percepções seguem padrões diversos.
 
6. As tradições devem ser valorizadas na medida em que apontam para a solenidade e sacralidade do culto a Deus. Mas devem ser questionadas, em um processo de mudança dentro da própria tradição, quando afastam o ser humano de seu contato com esse mesmo verdadeiro Deus, quando impõem o legalismo humano e a vaidade da aparência de santidade. Mas isso nem sempre acontece.
 
7. As pessoas criticam as instituições e logo criam as suas. Evitam alguns elementos, como templos construídos e placas. Mas só conseguem dificultar a funcionalidade da vida comunitária.
 
8. As tradições favorecem a formação de líderes competentes. Ao menos em princípio, uma tradição gera instituições que mantêm meios de formação de líderes para sua manutenção. Isso favorece o crescimento do conhecimento no meio cristão e a capacidade do diálogo entre diferentes igrejas (enquanto instituições visíveis que devem estar a serviço da Igreja de Cristo, invisível, santa e kathólica - novamente a necessária rasura).
 
9. A coexistência de diferentes tradições cristãs favorece o respeito, a humildade e o foco. O respeito: porque nos obriga a conviver com as diferenças. A humildade: porque nos mostra que nosso modo não é o único e não necessariamente o correto em tudo. O foco: porque nos lembra do que é a base comum e mais importante da nossa fé - o Evangelho de Jesus Cristo.
 
9. Se o Evangelho, em algum momento, se viu oculto por um emaranhado confuso de tradições (algumas alheias e contrárias à Bíblia), é verdade também que, nos últimos tempos, ele tem estado oculto por uma confusão que pode ter sido posta em movimento por uma total falta de tradição e noção histórica. Tanto que, hoje, é bem possível dizer que é preciso evangelizar os evangélicos.
 
10. Muitas vezes, quem quer negar as tradições diz que já esteve ligado a uma igreja mas que nunca havia percebido a Verdade do Evangelho da Graça. Então, começam a escrever um monte de frases bonitas sobre a Graça como se estivessem descobrindo a América no século XXI. Isso fazem justamente porque nunca deram atenção à tradição. Não perceberam que a mesma mensagem já foi esclarecida por Lutero, por exemplo, de modo inclusive muito mais claro, embasado e elaborado.
 
Bem, há mais coisa a dizer, mas fico por aqui. Sei que poucos lerão isto. Destes, alguns não o entenderão. Dos outros, que o compreenderão, muitos não concordarão. Por milagre, talvez alguém leia, entenda e concorde. Mas uma coisa é certa, mesmo discordando você me corrobora, pois discordar já é tradição no cristianismo há muito tempo.
 
Um abraço,
 
Cesar M. R. (Não preso a uma instituição, mas servo-colaborador em uma. Não escravo da tradição, mas inevitavelmente parte dela. Pela Graça de Jesus, livre para servir em comunidade.)

P.S. Por favor, se você não entendeu, não critique; Leia de novo. Se não concorda, esteja à vontade para comentar. Se quiser mencionar alguma expressão ou trecho noutro lugar, mencione o blog e o autor.

6 comentários:

  1. Cesar,

    Concordo com [quase] tudo que você postou. Mas eu seria um pouco mais brando com os críticos das instituições tradicionais. Lembra dos meus primeiros anos no evangelho? Das minhas primeiras experiências em igrejas independentes e sem raízes?

    Essa é a perspectiva que boa parte da nova geração de cristãos tem da vida eclesiástica. Este contingente de cristãos feridos retorna de experiências desagradáveis em igrejas com tradições que são tão antigas quanto o contrato de aluguel do templo improvisado.

    Outros vêm de igrejas gigantes que mais parecem um shopping de tradições: tentam abraçar diversas perspectivas teológicas, buscando alcançar um público amplo e oferecer um leque de produtos ( no sentido mercadológico da palavra ) que satisfaça aos mais diversos perfis de cristãos. Como resultado, temos uma igreja de cristãos sem identidade. Sem identidade porque é justamente a tradição que viabiliza a formação de uma identidade cristã ( para fundamentar esse argumento é preciso articular melhor os conceitos de tradição /memória /identidade ).

    Poucos são os que têm acesso à instituições e tradições sólidas e fundamentadas na Palavra. Poucos sabem o que é ser pastoreado por um líder ético e preparado. Muitos nunca tiveram um pastor que os chamasse pelo nome. E pouquíssimos puderam experimentar o que é uma comunidade genuinamente cristã, onde o amor fraternal é cultivado.

    É neste contexto que surge o tom rancoroso no discurso contra a tradição e as instituições. Que o Pai os perdoe, porque eles realmente não sabem o que fazem. E que o Pai nos ensine a trabalhar por um cristianismo genuíno, que traga cura a estes corações feridos.

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  2. Marcos,
    Obrigado por escrever. Seu comentário traz coisas importantes a pensar. Vou mencionar só algumas que me chamaram a atenção para, depois, fazer um comentário geral:

    "em igrejas com tradições que são tão antigas quanto o contrato de aluguel do templo improvisado" Achei ótima a expressão! Mas tenho que observar que mesmo essas igrejas se conectam a tradições mais antigas que o "contrato de aluguel". Isso se revela pela linguagem usada na pregação, pela vestimenta do pastor (geralmente um terno em pleno verão), pelo corte de cabelo (ou ausência dele), pela forma como lidam com os usos e costumes em geral, pela linguagem dos seus "profetas" no exercício de seu "dom" etc. Então, eu acho possível identificar uma tradição para a igreja do Geraldo (no aumentativo), por exemplo.

    "igrejas gigantes que mais parecem um shopping de tradições" É verdade. Na lagoa (no diminutivo), por exemplo, isso fica claro. Eles abarcam desde tendências judaizantes até as mais neo-pentecostais. É uma forma de jogar com as tradições sim, bem notado. Uma forma de servir a todos os gostos. Eles não seguem uma tradição, mas se conectam e desconectam a diferentes cadeias segundo estratégias de momento. E eles também geram uma tradição (híbrida, forjada à força, mas que é sim tradição) e a propagam por meio da TV, de suas celebridades e de seminários e congressos. Então, várias igrejas menores (e os responsáveis pela música dessas igrejas) passam a se conectar na tradição da lagoa (no diminutivo).

    "é justamente a tradição que viabiliza a formação de uma identidade cristã (para fundamentar esse argumento é preciso articular melhor os conceitos de tradição /memória /identidade )" Sim, a tradição viabiliza a formação de uma identidade. Mas essa tradição pode ser das mais simples às mais complexas. É só observar os "convertidos" do pentecostalismo. Eles logo adotam as feições e maneiras de seus líderes. É uma forma de estar coerente com a tradição que eles adotaram. Aqui, um ponto importante: Hoje, entende-se que tradições são escolhidas, memórias são inventadas e identidades são fluidas. Isso tudo fica claro na igreja também. E não é tanto um problema do ponto de vista humano. Eu posso escolher me aproximar de uma tradição cristã hoje e de outra amanhã, adotando parte de seu arquivo (memória) como elementos de minha reflexão. Isso muda minha identidade sócio-religiosa. O que é preciso lembrar é que o cristão tem um núcleo identitário que permanece (ou deveria permanecer) fixo, independente de todos os outros fatores: seu eu interior marcado pela presença do Espírito Santo. E isso não vem de tradição, mas da Graça.

    Por fim: "É neste contexto que surge o tom rancoroso no discurso contra a tradição e as instituições." Concordo que é neste contexto que surge a maioria das implicâncias. Mas nem pensei nisso, porque escrevi este texto após ler o "livro" (pretenso livro, pela infantilidade dos argumentos!) de um homem que diz ter sido presbiteriano durante duas décadas, e que só "entendeu o Evangelho" depois que conheceu um famoso Guruzão aí. Enfim, os presbiterianos têm uma tradição e instituição sólidas, além de uma pregação clara sobre a Graça (não que eu concorde com toda ela, nem que ache bom que tenham quase eliminado os elementos estéticos e litúrgicos das tradições pré-Calvino). Então, esse sujeito não tem essa desculpa.

    Esteja à vontade para replicar.

    Um abraço,

    Cesar

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  3. Cesar,

    Não é tanto para replicar, na verdade quero é delimitar alguns conceitos. O pouco conhecimento que tenho sobre memória / tradição / identidade vem das disciplinas relacionadas a patrimônio cultural, memória e identidade nacional, preservação documental, etc. Ou seja, trabalhei nestes conceitos sob uma perspectiva macrocósmica, embora no meu comentário não tenha sido claro quanto a isso.

    Quando falo de identidade, falo da identidade de grupo, que a partir deste ponto vou chamar de “identidade de Corpo”, quando me referir à Igreja. Conheço um pouco sobre o caráter dinâmico e impreciso da memória. É por isso mesmo que se fala em instrumentos de preservação da mesma: contar com a tradição popular como portadora da memória é entregá-la ao esquecimento.

    No âmbito religioso, o mesmo ocorre. São instituições sólidas, como a igreja que você freqüenta, que perpetuam a memória através da institucionalização das tradições. Não que elas engessem a tradição, mas garantem um controle e um olhar crítico sobre as mudanças. E garantem ainda o registro destas mudanças, para que se guarde a memória de como eram as tradições em determinado ponto na linha do tempo.

    Quanto à identidade de Corpo, ela precisa ser construída no indivíduo através da vivência de ritos e ensinamentos trazidos pela memória/tradição. Quando esta a identidade é construída valendo-se da tradição popular ( refiro-me aqui à ausência de meios formais de preservação de memória ), ela encontra limites temporais e geográficos muito mais restritivos.

    Por outro lado, quando a identidade de Corpo é construída tendo como fundamentos uma tradição com raízes profundas, como a sua, os limites de tempo/espaço são muito mais dilatados. Por isso mesmo você, membro de uma comunidade Luterana, consegue identificar-se com liturgia do século IV, ou sentir-se em casa ao participar de uma celebração em uma igreja na Inglaterra. Já aqui, na dura realidade do cristianismo secular (??) brasileiro, isso não é possível ( para a maioria ) nem ao visitar a igreja que fica do outro lado da rua.

    ( Isso aqui tem limite de tamanho? Não era pra ser só um comentário?? hehehe )

    Você pode questionar quanto ao papel da Palavra ( que seria um núcleo comum ) na formação da identidade de Corpo. Mas a própria interpretação da Palavra ( ou parte dela ) nos é dada pela tradição.

    Não sei se foi muito forçado, mas o que tentei foi traçar um paralelo entre o debate sobre identidade nacional x memória e a identidade cristã x memória.

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  4. Marcos,

    Acho que você não foi forçado. Ao contrário, foi até muito claro e preciso no paralelo. Foi bom você ter escrito de novo.

    Só vou aproveitar o ensejo para ilustrar um pouco a questão da "invenção de memórias" e "escolha de tradições". (Quanta pretensão!) Entendo que as nações e seus mecanismos de "preservação" da memória trabalham também na invenção de memórias que promovam coesão e significado. Nesse processo, eventos do passado (distante como Tiradentes e a inconfidência, ou recente, como o impeachment do Collor) são selecionados (para estar em evidência no arquivo, como os que mencionei, ou para ir para o arquivo morto, como a Guerra do Paraguai) e usados como base para a elaboração de uma história/mito (de liberdade, democracia, participação popular etc.) que favoreça o sentimento de pertencimento e valor. Outros exemplos teriam a ver com a formação étnica do Brasil e coisas do tipo. Não chamaria isso só de preservação. Como isso pode acontecer na Igreja?

    Não sei, mas suspeito que algo semelhante aconteça nessas igrejas que você diz não terem raízes profundas. Eles não podem ou não querem se conectar às tradições antigas ou reformadas por um motivo ou outro. Então, "inventam" uma conexão direta com o que chamam de "Igreja Primitiva" ou de "Igreja Bíblica". Claro que não se preocupam em explicar o vazio de tempo que os separa dos apóstolos. Simplesmente, recorrem a expressões do tipo: "A gente só faz o que tá na Bíblia." "A gente não segue homens, a gente segue a Bíblia". Essa conexão é inventada por ser impossível, uma vez que, como você disse, a interpretação da Bíblia é realizada por intermédio de tradições, quer o crente queira ou não. Por isso, a "revelação divina da verdade humana" está tão estreitamente relacionada com a "revelação humana da verdade divina".

    Agora, isso tudo que você e eu dissemos serve para pensar a identidade do cristão na igreja enquanto instituição visível. Eu usaria a expressão de Paulo, quando ele ia falar sobre pertencimento étnico: "SEGUNDO A CARNE". Segundo a carne, as coisas são assim. Agora, para o Cristianismo, a realidade final das coisas não reside neste plano. A realidade sobrenatural da fé traz uma solução para o dilema, imagino:

    Na realidade última, a Palavra (não me refiro à Bíblia, como você parece ter feito há pouco, mas a Jesus) é o elemento que possibilita a Identificação de Corpo. E aqui, identificação e identidade são lidos no sentido básico de "mesmidade", "ser o mesmo": "Que eles sejam um, como nós somos um, Pai". Essa noção de identidade do Corpo de Cristo vai muito além da Identidade possível no plano do "segundo a carne". Segundo a carne, a identidade só é possível como um processo de negociação do eu com o outro. Um processo que não termina e que não gera mesmidade, mas somente a noção de responsabilidade: João responde como Anglicano todos os dias, mesmo não sendo exatamente o mesmo João todos os dias, nem sendo o mesmo que seu irmão Anglicano membro da mesma comunidade.

    Barbaridade! Isso é blog ou é o quê?

    Fez algum sentido?

    Hehehe... o problema é que meu ponto de partida para pensar isso tudo são questões mais literárias, o que não me parece despropositado, porque acho que Nações e, em alguma medida, igrejas são quase-ficção ("igrejas", não a "Igreja"! Esta é única, santa, Kathólica e bem mais real do que quase tudo no mundo).

    Agora, isso que você falou das igrejas históricas como preservadoras de uma memória da Cristandade como um todo é bacana. E, sim, é verdade que isso nos proporciona uma maior facilidade para com a katholicidade da fé em diferentes tempos e espaços. Mas confesso que tenho medo de ir a cultos pentecostais. Hehehehe

    Abraço fraterno,

    Cesar

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  5. Pena que estava de molho, e só li o texto e os comentários agora. Fiquei me perguntando como conseguir chegar a pessoas que tenham uma magoa ou receio de uma estrutura que registra sua identidade no tempo. Certo ou errado, acho que não existe neste conceito. Mas assim mesmo, fico pensando como conseguir fazer a ponte desse mundo novo do evangelho brasileiro. Os 10 pontos colocados ajudam a pensar numa transição, mesmo assim acho que fica longe de uma aproximação a nova realidade no Brasil. Olhando nossa estrutura hoje, centrada num pastor, as tradições tendem a desaparecer em alguns lugares, a liturgia em muitas regiões do pais já não refletem um pensar luterano, mesmo assim não se aproxima da realidade religiosa do pais. Boas reflexões.

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  6. Celso,
    Viu? Quem mandou ficar de molho? hehehe
    Agora é sério: É essa sua preocupação que faz de você um verdadeiro pastor. Eu não cheguei nem de perto a pensar em "como conseguir chegar a pessoas..." ou em "conseguir fazer a ponte". Muito obrigado por me fazer pensar nisso...
    Abraço,
    Cesar

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