quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

"Eu sei o sentido do Natal"

"Eu sei o sentido do Natal". Este é o primeiro verso e, se não me engano, o título, da única canção de Natal que cantávamos na igreja quando eu era criança. Por um motivo ou outro, a data não tinha lugar muito especial naquela comunidade barulhenta. Não havia árvore, decoração especial, cantatas, nada. Só lembro de duas coisas: dessa música e de um sermão do pastor, no qual ele falava sobre um jovem que teria se suicidado por não saber o sentido do Natal. Ele repetia esse sermão todo ano.

Noutra fase da vida, já na adolescência, eu participava em uma igreja também sem árvore, decoração, cantata... Mas o pastor tentava adequar o conteúdo dos sermões às datas do calendário litúrgico, pelo menos às mais evidentes. O Natal era uma delas. Ele pregava sobre o nascimento de Jesus. Mas, se na Igreja a relação com o Natal estava assim, meio morna, eu, por minha conta, me aprofundava (na época eu entendia assim, mas hoje vejo que cheguei a pouco mais de 1 cm de profundidade) em uma busca de evidências contra a celebração natalina. Investigava na internet, onde facilmente se acha respaldo para todos nossos devaneios, e encontrava afirmações chocantes: o Natal era festa pagã; era celebração do deus sol; não era a data do nascimento de Jesus de verdade etc etc etc...

Isso passou também. Fiquei indiferente. Pelos caminhos da vida, encontrei outra comunidade cristã, a terceira. Nesta, tudo era diferente. O Natal e seu sentido são celebrados, vivenciados, comemorados e anunciados com cores, sons, canto a quatro vozes, palavras e gestos. Estranho, em princípio. Mas logo tudo fazia sentido, isto é, tudo desaguava no Sentido, e me levava a perceber a coerência da celebração, não por precisão histórica, mas por autenticidade da fé nela inserida. 

Hoje, "eu sei o sentido do Natal" e esse sentido é tão intenso que não me julguem se preciso de muitos significantes (símbolos, palavras, cores, gestos) para indicá-lo.

E por que escrevi isso? Porque lembrei que muitos ainda estão confusos. Há poucos dias, no blog da Rô, um pastor (acho que era) dizia que não celebrava o Natal, pois não tinha nada a ver com a cultura nordestina, que era coisa de americanos. Entristeci-me, pois o Natal não é coisa de um país específico (ainda que uma forma específica de celebrá-lo possa ser), e também não é só consumismo. E a função da Igreja é justamente aproveitar a época para proclamar o Sentido do Natal, que, no comércio e no imaginário de muitos, já muito dista daquela singela manjedoura em Belém.

Eu sei o sentido do Natal, pois na história tem o seu lugar. Não só na história da Criação, mas também na minha pessoal. Cristo veio para me Salvar!

Um abraço natalino,

Cesar

Achei a música, mas errei o título:




4 comentários:

  1. Oi Cesar
    A paz

    Lambuzei-me na delícia de melado que é esta sua mensagem e não vá pensando que eu nunca comi melado.
    Que neste Natal não esqueçam de convidar o aniversariante para a festa do seu aniversário.
    Vc me deve dois comentários.
    O presente seguiu via ECT.
    Em Cristo.

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  2. Alberto,

    Não sei se você se lembrará daquele sábio suspeito de preguiça, o qual, nas tardes demoradas do SBT, dizia ao menino de camisa listrada: "Eu vou te pagar, Chaves, mas é tudinho de montão no fim do ano!". Ixi, o fim do ano está aí... Lá vou te pagar em breve!

    E que o aniversariante seja bem-vindo, muito bem-vindo também em sua segunda vinda, que espero não demorar.

    Abraço!
    cesar

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  3. Glória a Deus, bom ler seu artigo. Concordo com ele todo.

    E quanto ao Alberto vai lá pagar tudinho pois o ano está terminado e ele não te dará sossego eu conheço esta benção que amo tanto. rs rs
    Paz!

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  4. Que bom que concorda, Rô.
    Já comecei o pagamento. Não sou bobo não.
    Abraço,
    Cesar

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