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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Sobremesa com banana grelhada


Eu queria fazer uma postagem bem trabalhada para começar 2012 em grande estilo (clichê, eu sei). Mas não tenho tempo para isso no momento. Não tenho tempo nem para fugir dos clichês. Veja só! Então, pensando na praticidade, resolvi apresentar uma sobremesa prática. Às vezes dá uma vontade de comer algo doce e você não está preparado. Isso acontece muito com as mulheres. Mas, não se preocupe! Talvez você tenha o necessário para resolver o problema. Veja a receita!

Banana Grelhada com Açúcar Mascavo e Requeijão

1 Fio de azeite extra-virgem
1 Banana Caturra
2 Colheres cheias de açúcar mascavo
2 Colheres de requeijão cremoso
1 Pitada de Canela em Pó (Opcional)


Corte a banana em duas bandas. Ponha em uma frigideira pré-aquecida untada com azeite. Quando estiver macia, acrescente por cima o açúcar mascavo. Vire. O açúcar deve estar derretido já. Retire. Parta. Coloque uma colher de requeijão sobre cada metade de banda de banana. Coloque a oura metade de banda de banana por cima. Pronto! Sirva bem quentinho para sua esposa ou marido!

Deixo essa receitinha básica e o meu desejo de que você tenha ótimas novidades para contar quando se acabar este ano que agora iniciamos.

Agora deixe-me voltar aos afazeres.

Abraço,

Cesar

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Doce de abacaxi com coco (fácil, muito fácil)


 2 rodelas generosas (2cm) de abacaxi maduro, partidas em pequenos pedaços.
 1 bocadinho bem pequenino de canela em pó.
 3/4 de xícara de água filtrada.
 3 colheres das de sopa de coco ralado.
 1 lata de leite condensado.
 1 fio de azeite extra-virgem

Coloque os pedaços de abacaxi em uma panela e aqueça mexendo de vez em quando. Depois que soltar uma calda, mexa mais e acrescente o bocadinho de canela e, aos poucos, 3/4 de xícara de água. Deixe ferver até reduzir um pouco. Quando começar a parecer que toma aspecto de doce, acrescente o coco ralado e mexa rápido. A água deve ter quase secado. Junte o leite condensado e mexa mais um pouco. Logo, a consistência vai mudar. Parece que o leite condensado dá uma talhada. Quando o fundo da panela começar a aparecer ao passar a colher, está quase na hora de desligar. Desligue, acrescente o fio de azeite e continue a mexer por mais uns 30 segundos. Pronto! 

Eu fiz porque sobrou abacaxi de um suco que fiz, e coco de outro doce. O azeite é um toque especial, com a desculpa de dar brilho. Gostei do resultado.

Quem sabe, com uma incrementada, esse doce não pode virar sobremesa para o Natal ou ano novo? Pensei em uma ganache de chocolate meio-amargo por baixo e por cima, numa taça redonda. Olha...

Um abraço,

Cesar (prometendo mais receitas para breve).

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Panquecas e Fim de Tarde no Portão: Sugestão de comida boa e música de primeira para o dia dos pais


Depois de um texto sério, nada melhor que boa mesa e boa música para aliviar as tensões. Direto ao assunto?

Panquecas com recheio de atujão (atum com requeijão) - Para 4 Pessoas


Massa: Bata no liquidificador duas xícaras de farinha de trigo, duas xícaras de leite, dois ovos, duas colheres de azeite, uma pitada de sal. Prepare uma concha da massa por vez em uma frigideira antiaderente untada com azeite.

Recheio: Misture 220gr de requeijão cremoso com duas batatas bem amassadas, salsinha a gosto e uma lata de atum sólido, além de um fio de azeite.

Enrole as panquecas com o recheio e coloque-as em um refratário. Cubra com molho de tomate e uma tira de muçarela sobre cada uma. Leve ao forno para gratinar. Já? Já! Diz lá: "Pai, tá pronto!"

Fica bem gostoso! Fiz há pouco tempo e meu pai também aprovou!

E a música? Ah, é hora de lembrar de uma historinha que Jesus contou. Uma historinha que, na verdade, pode ser um soco no estômago de nosso ego meritocrático que se recusa a aceitar a realidade da Graça. E esse tal Stênio Marcius me convenceu de que é possível fazer boa música cristã com cara brasileira. Confira "Fim de Tarde no Portão". A letra vai embaixo pra facilitar a compreensão.


Fim de tarde no portão
A cabeça branca ao relento
Teimosia de paixão
Faz das cinzas renascer alento
Na estrada o seu olhar
Procurando um vulto conhecido
Espera um dia abraçar
Quem diziam já estar perdido
O seu amor é tão forte
Mais que o inferno e a morte
São torrentes que arrebentam o chão
Mais fácil secar os mares
Apagar a estrela antares
Que arrancar o amor de seu coração
Fim de tarde se debruça no portão
Mas um dia aconteceu
E o moço retornou mendigo
O pai depressa correu
E abraçou o filho tão querido
Tragam roupas e o anel
Calçem logo os seus pés, milagre!
Vinho do melhor tonel
Tanta alegria em mim não cabe
O seu amor é tão forte.....
Fim de tarde está deserto o portão

P.S.: Parabéns a todos os pais que, no cumprimento correto de sua função, facilitam a compreensão de Deus como um Pai bom, carinhoso, gracioso e cheio de amor.


segunda-feira, 27 de junho de 2011

Fiz escondidinho


Escondidinho é o nome do que aparece aí na foto. A ideia é que um recheio com algum tipo de carne esteja escondido entre duas camadas de purê (de mandioca, geralmente). Na verdade, meu escondidinho (que fiz no sábado para a visita de minha sogra) ficou meio sincero, como você deve ter percebido. Fui traído pelo meu gosto exacerbado pelo molho de tomate, que, de tão abundante, deu as caras na superfície.

A receita é quase banal na teoria: Preparar um purê de mandioca (mandioca amassada, leite, creme de leite, sal e salsinha; tudo mexido no fogo por um tempinho) e um recheio (no meu caso, um molho com linguiça de pernil despedaçada). O trabalho maior é amassar a mandioca. Achei que fosse fácil como batata e quebrei a cara. 

No fim das contas, apesar do exibicionismo do que deveria estar escondido, e do trabalho extra para amassar o tubérculo rebelde, o resultado foi satisfatório. A combinação ficou ótima. 

Mas, e você? O que você esconde que de repente pode transparecer na superfície de suas relações cotidianas em momentos inadequados? Rancor, mágoas, ressentimentos? Segredos vergonhosos, dificuldades imensas? Seja o que for, o melhor é deixar que se mostre no momento certo, em uma confissão sincera diante daquele que pode te perdoar. Sim, é melhor do que deixar tudo isso entornar em palavras duras diante de seu semelhante. O salmista descobriu isso (Salmo 32:5). Ele não deixou seu pecado escondidinho, mas o confessou ao Senhor e este o perdoou. Confiantes no perdão que Cristo nos garante pelo seu sacrifício na cruz, façamos também assim, e que escondidinho só seja o nome de um prato saboroso, nada mais.

Um abraço,

Cesar

terça-feira, 21 de junho de 2011

Saborosa Massa com cogumelos guarnecida por uma irresistível analogia com o Evangelho

Shiitake: fungo surpeendentemente saboroso e saudável

Sexta-feira, decidi cumprir algo que deveria ter feito no dia dos namorados: preparar um prato diferente para minha esposa e para mim. Como sempre, tinha que ser algo fácil. Mas também tinha que fazer valer a parte do "diferente". A solução: massa com cogumelos. Nunca antes eu havia preparado nada com cogumelos, esses simpáticos e nutritivos fungos avantajados, tolamente esquecidos pelos carnívoros e fielmente exaltados pelos vegetarianos.

Fechei a porta da cozinha enquanto ela estudava no computador. Então, ficamos a sós, uma bandeja de Shiitake e eu (Além do Vander Lee. Um prato com intento romântico solicitava uma música bem do gênero. E como não deixava de ser algo simplório, ninguém melhor que o grande cronista musical do simples cotidiano belo-horizontino). Pois bem, enquanto o Vander dedilhava "Esperando Aviões", "Românticos" e afins, eu enfrentei o meu dilema. Prepararia os cogumelos com molho de tomate, como sempre faço no caso de atum ou lombo? Mas se o fizesse, correria o risco de não deixá-los em evidência. Seria um desperdício, além de um retorno à mesmice. Mas sou louco por molho de tomate nas massas, gosto demais mesmo! E molho branco não me atrai tanto. Sabia que o certo seria deixar a massa meio sem molho, somente acompanhada dos ingredientes à mostra, com bastante azeite. Mas... Mas... Será que os cogumelos trariam o sabor necessário? Dizem os cogumelólatras que sim. Antes de contar minha decisão, apresento a analogia que subitamente me ocorreu:

Frequentemente, enfrentamos problema semelhante com respeito ao Evangelho. Ao apresentá-lo, o colocamos dentro de um molho de regras humanas, tradições, sabedorias e estratagemas, como se não confiássemos que, por si mesmo, ele possa produzir bons resultados. Duvidamos que o Evangelho tenha sabor suficiente. E, por vezes, esse molho que preparamos, em vez de valorizar o Evangelho, o deixa tão misturado entre outros ingredientes, que tira seu lugar de protagonista e o faz passar despercebido. Vã ilusão a nossa. A Boa Nova de Salvação é suficiente sim. A essa Boa Nova devem apontar todos os outros ingredientes. Ela precisa ser o centro de nosso discurso. E ela produzirá o efeito que tiver que produzir. Não nos envergonhemos do Evangelho. Deixe-mo-lo em evidência sempre!

Ainda na frigideira

Eu dei meu voto de confiança ao cogumelo (voltei à  conversa sobre cozinha, como você percebeu). Refogueio-o em azeite e acrescentei cebola em tirinhas. Depois, juntei salsinha e manjericão picados, além de molho de pimenta. Os tomates em cubinhos (sem sementes) vieram por último e apaguei o fogo imediatamente. Afinal, não queria que os tomates se desmanchassem, pois não queria um molho. Os cogumelos estariam à vista. Mais azeite  e tampei para abafar. Depois, misturei já nos pratos uma porção da massa com um tanto do refogado, mais azeite e queijo parmesão ralado.

O resultado? O shiitake é valente! Ficou muito bom! Minha esposa também gostou.

Talharim com Shiitake, guarnecido por brócolis japonês

 
***

Não usei todos os cogumelos no macarrão. Deixei dois guardados na geladeira. No sábado, meus pais nos convidaram para comer pão-de-queijo feito em casa. Na hora, tive uma ideia: preparar um molho de tomate picante com os cogumelos restantes para acompanhar os melhores pães-de-queijo do mundo. Ficou ótimo também! Voltando à analogia, confesso que vários elementos da tradição cristã me atraem muito por seu valor histórico, estético, didático etc. Não os desprezo, somente insisto que não devem jamais obscurecer o núcleo vital de nossa fé.
 
Inusitada e ótima combinação: pão-de-queijo e molho picante com cogumelos

Ah, e não é que meu pai, que achava estranha a ideia de comer fungos, gostou demais do negócio. "Parece carne, não é uma esponjinha não!", disse. Já minha mãe não provou, permanece irredutível. Mas isso só com o cogumelo. Graças a Deus, o Evangelho ela recebe de braços abertos.

Um abraço!
Cesar

P.S.: Você também, confie no poder do Evangelho e comprove as potencialidades dos fungos!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Omelética



Seu Moço é um desses amigos que aparecem justamente nos momentos em que preciso de alguém para conversar e estou sozinho. Hoje ele veio calado. Convidei para vir até a cozinha me ajudar a preparar algo rápido para comermos. Ele veio.

Quebrei dois ovos em um prato fundo e pedi que os misturasse com um garfo enquanto eu pegava outros ingredientes. Daí, ele puxou prosa:

- Fiquei sabendo que você pregou esses dias lá na sua igreja. Legal. - um breve silêncio e prosseguiu - O que você acha do momento da pregação no culto?
- Como assim o que acho? Acho importante.
- Importante como?
- Meu pastor uma vez comentou que se o culto tivesse que ser reduzido por algum motivo, não se devia cortar do sermão, pois seria como tirar um pedaço do bife para deixar o almoço mais leve.
- Você concorda.
- Você sabe que não como carne de boi. Então, a imagem fica estranha pra mim, mas concordo com a ideia, eu acho.
- Acha? Hum... E quanto tempo você acha que deve durar um sermão? Qual deve ser o tamanho do bife?

Não respondi de imediato. Tinha que prestar atenção para cortar a pequena cebola em mínimos pedaços e não queria que uma lasca do dedo fosse junto. Logo, continuei a conversa enquanto jogava a cebola nos ovos.

- Acho que deve durar o necessário, não mais nem menos.
- Necessário como?

Mais uma interrupção breve, para acrescentar a pequena dose incerta dos condimentos: molho de pimenta, azeite de oliva, sal e salsinha.

- O tempo necessário para transmitir a mensagem proposta de forma compreensível, didática.
- Difícil.
- Também acho. Mas acho que conseguimos... Continua mexendo aí.

Calei-me assim, abruptamente, porque, sempre que me desconcentro, exagero no óleo ao untar a frigideira. Aproveitei o silêncio para ligar o fogo. E continuei:

- É... acho que conseguimos se focarmos no nosso objetivo desde o começo. Antes de escrever a mensagem, precisamos ter claro em mente o que queremos ensinar, lembrar, fomentar. Despeja tudo de uma vez aqui na frigideira. Daí, é preciso manter o foco, pois ninguém consegue acompanhar um raciocínio muito complexo cheio de referências com fraca conexão. Acho importante que a mensagem conduza o ouvinte a uma compreensão, a algo específico. Precisamos procurar as ilustrações necessárias, mas sem ser redundantes demais. Ah, e quanto ao conteúdo, acho importante falar sempre do Evangelho de forma clara, enfatizar o perdão e a salvação pela graça, mas sem deixar de...
- E o queijo? Não vai usar não?
- É daqui a pouco. Depois que virar, senão a gente nem percebe que tem queijo, porque esse queijo minas meia-cura derrete completamente e rápido demais. Se fosse queijo de coalho eu teria colocado antes mesmo dos ovos, em tiras. Fica bom demais também. Mas pode trazer de uma vez. Pois é, no sermão tem coisa parecida. Acho até bom antecipar a conclusão já no título ou na introdução, mas o momento certo de apresentá-la na íntegra é no final. Deixo um gostinho no começo e, no final, a ideia fica completa na fala e na mente das pessoas. Daí eles pensam assim: “Ah, por isso ele falou aquilo. Entendi!”. E essa satisfação do entendimento não é enganação, porque ajuda a produzir entendimento de verdade.
- Título!? Você põe título em sermão?
- Virei, pode espalhar o queijo. Você não ouviu a parte mais importante do que eu falei, não é? Passa aquela tampa. Vou abafar pra derreter.
- Tá pronto?
- Tá.
- Então vamos deixar esse negócio de homilética pra lá, que eu tô é morrendo de fome e você nem pastor ou padre é pra entender desse negócio. Cadê os pratos?