segunda-feira, 27 de junho de 2011

Fiz escondidinho


Escondidinho é o nome do que aparece aí na foto. A ideia é que um recheio com algum tipo de carne esteja escondido entre duas camadas de purê (de mandioca, geralmente). Na verdade, meu escondidinho (que fiz no sábado para a visita de minha sogra) ficou meio sincero, como você deve ter percebido. Fui traído pelo meu gosto exacerbado pelo molho de tomate, que, de tão abundante, deu as caras na superfície.

A receita é quase banal na teoria: Preparar um purê de mandioca (mandioca amassada, leite, creme de leite, sal e salsinha; tudo mexido no fogo por um tempinho) e um recheio (no meu caso, um molho com linguiça de pernil despedaçada). O trabalho maior é amassar a mandioca. Achei que fosse fácil como batata e quebrei a cara. 

No fim das contas, apesar do exibicionismo do que deveria estar escondido, e do trabalho extra para amassar o tubérculo rebelde, o resultado foi satisfatório. A combinação ficou ótima. 

Mas, e você? O que você esconde que de repente pode transparecer na superfície de suas relações cotidianas em momentos inadequados? Rancor, mágoas, ressentimentos? Segredos vergonhosos, dificuldades imensas? Seja o que for, o melhor é deixar que se mostre no momento certo, em uma confissão sincera diante daquele que pode te perdoar. Sim, é melhor do que deixar tudo isso entornar em palavras duras diante de seu semelhante. O salmista descobriu isso (Salmo 32:5). Ele não deixou seu pecado escondidinho, mas o confessou ao Senhor e este o perdoou. Confiantes no perdão que Cristo nos garante pelo seu sacrifício na cruz, façamos também assim, e que escondidinho só seja o nome de um prato saboroso, nada mais.

Um abraço,

Cesar

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