quarta-feira, 6 de julho de 2011

Um dia atípico, mas bem cuidado pelo Pai

Não é de meu feitio ser autobiográfico em demasia neste blog. No entanto, durante a vida, alguns acontecimentos extrapolam a normalidade cotidiana e, com aura de quase-ficção, ainda que verdadeiramente experimentados na realidade, solicitam sua colocação por escrito.
Ontem, por exemplo, foi um dia atípico do começo ao fim. Bem, atípico tinha mesmo que ser, já que minha esposa e eu estamos fora de nosso habitat natural para minha participação no congresso internacional da Society of Biblical Literature. Mas não precisava ser tão  atípico assim. No começo, tudo bem. Nervosismo e uma apresentação vencida. Logo, fomos tentar almoçar. Fiquei feliz de encontrar algo barato. Finalmente algo barato. E dentro da faculdade que hospeda o evento (King's College Waterloo Campus). Servimos o prato de Penne com molho vegetariano. Encontramos lugares em uma mesa ao lado de um casal de orientais simpáticos. Mas, antes da primeira garfada... Pãããããããã!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! O alarme de incêndio começa a soar. Pensamos que era um teste (de manhã tinha acontecido um teste), mas as pessoas começaram a sair, o pessoal das lanchonetes fecharam as portas e os seguranças orientavam a saída. Lá fomos nós. Lá ficaram os pratos (7 libras perdidas). Do lado de fora, um monte de biblista sem conseguir interpretar o ocorrido. Confusos, dos mais liberais aos mais ortodoxos só souberam procurar outro lugar para comer.
Esta foto mostra o lado de fora do prédio, com os biblistas perplexos se afastando do prédio e carros dos bombeiros parando lá em frente.

Mas tem mal que vem por bem! Ou melhor, se me permitem uma apropriação pessoal talvez não muito legítima, dada a trivialidade dos fatos a narrar: “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”. Fomos a um supermercado, compramos sanduíches e iogurte e terminamos aí nesse lugar da foto abaixo, num inesperado piquinique no fim da manhã. Saímos daquele ambiente fechado e sisudo e fomos presenteados com um bom lugar na grama (de terno e tudo, mas por essas bandas isso é normal). Ah, o salmão defumado do sanduíche, na minha opinião, estava bem pouco defumado, mais pra cru se querem saber. Mas desceu e não fez mal por enquanto...
Piquinique perto da roda gigante, aquela grandona

Enfim, pela tarde o prédio estava liberado. Fiz outra apresentação e correu tudo bem. Trabalho cumprido. Depois, escrevo para comentar alguns artigos interessantes que foram apresentados por aqui. Saímos às 16:30 e fomos apressadamente pela margem do Tâmisa rumo à Catedral de São Paulo (St Paul’s Cathedral). Chegamos bem à tempo do serviço musical da tarde. Entramos tímidos entre os turistas e, logo, estávamos entre os fiéis. Participamos de tudo. Professamos o credo apostólico em unidade. Escutamos o pai nosso cantado em inglês. Outras orações por várias causas etc. A arquitetura é estonteante. Mas uma frase se destaca em um dos arcos centrais: “Benedicite Omnia Opera Domini”. E eu respondo em pensamentos: Amém.
St Pau's Cathedral. Infelizmente, é proibido tirar fotos do interior

Um abraço,

Cesar

Um comentário:

  1. Prezamado Cesar
    A paz

    ...E eu aqui, em Caxias, na Wasshington Luiz (ah,ah) lanchando no "Manda Gallo" (não, não são espanhóis - dois eles aqui é coisa da Baixada Fluminense).
    Por ai, o salmão não te fez mal (por enquanto), mas, por aqui, malditas bolinhas de queijo (ato contínuo)!!!!!!!
    Na Parte II do jogo do mistério, respondo comentário do insígne Newton Carpintero (Flórida), citando, sem permissão, o seu nome.
    Aguardamos pelo nutrimento que nos trará o seu comentário.
    Seu conservo, nEle

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