quinta-feira, 26 de maio de 2011

O perfume do cajá-manga


Cá ia eu escrever sobre Palocci, gordura trans, a desbancada "evangélica" do congresso nacional e tanta bobagem que se vê por aí. Acordei com esse propósito. Mas aqui na mesa, ao lado do computador, tem uma fruteira com pêras e cajás-manga.

O cajá-manga é originário de umas tais Ilhas da Sociedade, parte da Polinésia Francesa, no Pacífico. É suculento quando maduro e faz um suco maravilhoso. Estes da foto ainda estão meio verdes. Mas já exalam um perfume marcante e agradável; suave, mas insistente. A questão é que esse perfume e o silêncio que meu vizinho estranhamente me brinda hoje não podem ser desperdiçados com prosa sobre coisa ruim. Então, continuo meu trabalho com as palavras antigas, minha prazeirosa labuta tradutória. Posso parecer negligente em princípio... Mas, lembram-se do episódio em que Jesus disse à atarefada Marta que Maria tinha escolhido a melhor parte (Lc 10:38-42)? Pois é, acho que as palavras de Jesus atraíam como perfume de cajá-manga. Por hoje, então, minha escolha está feita.

Um abraço,

Cesar

P.S.: Admito que o texto de Lucas merece uma leitura meticulosa. Vou tratar de fazer isso em um futuro próximo. Isso também seria perfume dos bons!

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