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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O ser humano não foi criado para a perdição - Devocional de Sandro Sampaio

Ainda de férias do blog, transcrevo o devocional referente ao dia 27/02 no "Meditações para o dia a dia", da editora Vozes. O autor é Sandro B. Sampaio, de tradição presbiteriana.


"Vinde, abençoados por meu Pai! Tomai posse do reino preparado para vós desde a criação do mundo" (Mt 25,34)

O Reino de Deus já está preparado para todos aqueles que creram em Jesus e assumiram o projeto de Deus para o mundo, amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

A estes o juízo final não é algo aterrador, pavoroso, cinematográfico, é a conclusão natural de tudo o que o Criador preparou para o bem da raça humana.

Mas, isto não significa que toda a raça humana estará enquadrada na categoria de "abençoados por meu Pai". Lamentavelmente, há também outra categoria, a de "malditos" (Mt 25,41), que são aqueles que rejeitaram o amor a Deus e ao próximo, e escolheram rejeitar o projeto de Cristo para si mesmos.

Apesar destas palavras duras, uma realidade chama a atenção em Mt 25: quando Jesus fala dos salvos, Ele declara que o Céu ou o Reino de Deus estava preparado para estes seres humanos "desde a criação do mundo"; já quando fala dos perdidos diz que o inferno não foi, originalmente, preparado para os seres humanos, mas foi "preparado para o diabo e seus anjos".

Isto é muito consolador; mesmo em meio a palavras tão duras e definitivas, vemos que Deus preparou para todos os seres humanos a bem-aventurança. Ele não preparou, portanto, a perdição para nenhum de nós. Isto quer dizer que todos podemos ser salvos, basta aderirmos a Cristo e seu projeto. A perdição só é o destino daquela pessoa que, livre e definitivamente, rejeitar a Deus e a Cristo.

Com isto em mente, abracemos a Cristo e sua proposta e levemos esta mensagem de esperança ao maior número possível de pessoas: Verdadeiramente Deus ama a todos!

Obrigado, meu Deus, por teu grande amor, mesmo que eu não o mereça, quero dele me apropriar. Por Cristo, amém!

domingo, 4 de dezembro de 2011

João Batista de Da Vinci, perfeita e péssima representação - 2º Domingo de Advento

Neste segundo Domingo de Advento, João Batista me apareceu nas leituras que hoje se fizeram na igreja. Por isso, resolvi falar dele de modo breve, breve mesmo. Gostaria somente que você considerasse o seguinte quadro pintado por Leonardo Da Vinci por volta de 1516:


Incomoda, não? Um sujeito assim, meio andrógino, não representa bem o profeta meio rude que conhecemos pelas páginas dos Evangelhos. Que olhar é esse? E esse sorriso? E que shampoo era esse que João Batista encontrava no deserto para ter cachos sedosos? Péssimo, senhor Da Vinci!

Por outro lado, a representação é perfeita, não pela feição do retratado, mas por seu gesto. João Batista aponta. E se você olhar mais de perto, verá que ele aponta para a cruz! E é isso que ele fez, de fato. "Vejam o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!" Vejam a ele, não a mim. Vejam!

Quando olho para o quadro, agora, penso que, se implico, é porque não somente a pintura do artista é equivocada, mas também o meu olhar. Eu deveria submeter-me ao gesto e olhar para a cruz, esquecendo-me daquele que aponta. E eu também devo apontar. E devo esperar que de fato não olhem para mim, mas para aquele que assinalo, Jesus Cristo, o cordeiro de Deus, morto pelos nossos pecados. Mas isso é difícil, pois, na prática, apontamos para a cruz, mas deixamos e queremos deixar nossas faces no foco.

Fragmento de oração (junte seus cacos com este e construa sua prece)

Senhor, não posso esconder de ti minhas limitações. Sei que preciso apontar para Cristo sem a vaidade de querer ser visto. Mas é difícil vencer o velho homem que habita em mim. Perdoa-me essa falha e ajuda-me a compreender o verdadeiro sentido de viver para Cristo.

Abraços,
C.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A resposta de Maria - 1º Domingo de Advento


A resposta de Maria: reflexão para o 1º Domingo de Advento a partir de Lucas 1:26-38

O anjo Gabriel foi levar uma notícia muito estranha a uma jovem do povo judeu, uma que poderia passar despercebida, não fosse o que estava por acontecer. Ela poderia ter sido uma entre tantas a receber o nome da irmã de Moisés. Mas não foi assim.

De início, ele a saúda chamando-a de agraciada. Ela não entende o motivo. Então, encontramos sua primeira resposta: o silêncio acompanhado de reflexão.

Em seguida, o anjo anuncia a mensagem, dizendo que ela conceberia e daria à luz um filho muito especial, que já nasceria com promessas impressionantes. Maria não duvida das promessas todas, mas se incomoda com um detalhe, a aparente impossibilidade de uma virgem, como ela, conceber. Aqui, sua segunda resposta: uma pergunta específica.

Maria pergunta como aconteceria aquilo se ela nunca tinha feito sexo. O anjo explica o sobrenatural e apresenta como evidência da possibilidade do impossível o caso da própria parenta de Maria, Isabel, que há pouco concebera mesmo sendo idosa e estéril. Finaliza sua fala observando que nada é impossível para Deus. Agora, nos deparamos com a terceira resposta de Maria: a afirmação de sua submissão diante da mensagem anunciada.

“Aqui está a serva do Senhor. Que se faça segundo a tua palavra”. Ela é decidida. E esta sua decisão parece repercutir em todo seu comportamento subsequente ao longo da narrativa do Evangelho.

Silêncio, pergunta pertinente e submissão decidida. Essa resposta em três etapas talvez seja uma boa receita para nós também, quando nos deparamos com pontos do pensamento cristão que nos parecem paradoxais ou mesmo problemáticos. Silenciar significa esperar para compreender melhor, em vez de logo negar, reclamar ou debochar. Perguntar uma pergunta certeira significa não perder-se em discussões sobre o que não é o ponto que realmente provoca a dúvida. Submeter-se significa reconhecer que a mensagem do Eterno não depende, no extremo, de nossa total compreensão. Ela requer, isso sim, nossa submissão.

Maria foi sábia assim diante da melhor notícia do mundo. Nós também recebemos tão maravilhosa notícia nestes dias, quando começamos a nos preparar para lembrarmo-nos do nascimento de Jesus, o Cristo, no tempo histórico, a refletirmos sobre o fato de que ele nasce nos corações de muitas pessoas quando sua mensagem é anunciada, e a aguardarmos pela sua segunda vinda. Nisto consiste a tríplice tarefa que temos neste período de Advento. 

Há coisas que não entendemos sobre os temas próprios deste tempo. Vamos tagarelar de imediato? Vamos perder-nos em perguntas erráticas? Vamos desprezar a autoridade da Palavra do Senhor?

Eu, velho homem que também sou, tendo a tudo isso. Mas quero fazer como Maria: calar-me, perguntar o que preciso mesmo perguntar, e submeter-me à revelação do Criador. Nisso, há sabedoria. Isso é bom fazer.

Fragmento de oração

Senhor, ajuda-me a saber reagir diante daquilo que não compreendo plenamente. Ajuda-me a ter paciência para não dizer coisas sem sentido, sabedoria para fazer as perguntas certas, e submissão para aceitar a resposta que vem de ti. E obrigado por Cristo, que com seu incompreensível amor me fez acolhido por ti, para a vida eterna.

Um abraço,

Cesar

P.S. Neste mês, não apresentarei o "Devocional do Mês", mas, se possível, quatro reflexões como esta, uma para cada Domingo de Advento. Espero que lhes sirva para edificação, ainda que não compartilhem do mesmo calendário litúrgico.


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Devocional de Novembro



"Tendo escutado esse discurso, o jovem se afastou entristecido, pois era detentor de muitas posses" Mt 19:22


Conversar com Jesus era sempre uma oportunidade de aprendizado. Mas também representava algum risco de vermos nossas bases repentinamente podadas por uma palavra tão potente como golpe certeiro de foice afiada. Numa dessas, o jovem, aquele que era detentor de muitas fortunas, saiu profundamente entristecido. Ele julgava que cumpria a Lei, mas sabia em seu interior que algo faltava. "Vende tudo e me segue!" - Disse o mestre. Logo isso? Sua incapacidade tinha sido descoberta.

Nós também nos achegamos a Jesus para nossas conversas diárias com algumas expectativas que podem ser frustradas. Ele frequentemente aparece, nas páginas da Bíblia, convocando-nos a ações que não nos vemos capazes de realizar. Logo isso? Como o jovem rico, podemos tender à tristeza. Mas, diferente dele, não podemos nos afastar do grande Mestre. Aí está o grande erro, pois a conversa continua. Logo, ele dirá que o que é impossível para os seres humanos é possível para Deus. 

Será que o jovem, aquele de vastas posses, não ouviu de alguma forma essas palavras? Será que não soube do bem mais precioso, que não podemos possuir, mas que nos possui e nos leva para o verdadeiro Reino Eterno, a Graça Maravilhosa? A conversa com Jesus não deve ser interrompida abruptamente, pois se dele percebemos a expectativa de que sejamos melhores, logo percebemos também a grandeza de sua misericórdia. Assim, tranquilos, prosseguimos tentando fazer o melhor, mas confiando que, pra todos os efeitos, é Ele quem fez o que tinha que ser feito para nos garantir a entrada. Ora, o que era impossível para nós, humanos, se mostrou possível para Jesus, Deus, morto em nosso favor.

Fragmento de oração (junte este caco a tantos outros e faça sua prece)

Senhor, não consigo ser bom sempre. Mas dou graças a ti, pois sei que não é no meu proceder que se encontra a razão de minha salvação. Não é pelo meu bom comportamento que sou acolhido em seus braços, mas sim pela morte de Jesus na cruz, que faz o impossível tornar-se possível. Obrigado.



Devocional concebido em conversa com o Fábio (Casal 20).


sábado, 1 de outubro de 2011

Devocional de Outubro

 Igreja Queimada, Ivoti - RS

Quando sou fraco, então eu sou forte. Essa frase condensa um importante paradoxo do ensino cristão desde os primórdios. Podemos pensar que é preciso longo tempo de aprofundamento teológico para entender a questão. No entanto, experiências simples da nossa vida podem lançar luz sobre ela. As enfermidades podem ajudar neste caso. Isso mesmo. Uma pessoa centrada em si mesma, forte a seus próprios olhos e pretensamente auto-suficiente poderia passar toda a vida sem a oportunidade de refletir sobre suas concepções se não fosse agraciada com um problema de saúde. Enferma, presa a uma cama, contudo, essa pessoa tem a oportunidade de ser fraca, isto é, de perceber sua verdadeira fragilidade, que é, a bem da verdade, inerente a todo ser humano (e, a tudo que é criado). A doença pode ser um momento oportuno para que alguns "fortes" reconheçam sua fraqueza. O que essa pessoa fará depois de reestabelecida é incerto. Ela pode esquecer da reflexão que fez, das orações que solicitou, das lágrimas que derramou. Ou pode voltar-se de forma mais definitiva para o Eterno, reconhecendo que ela é, desde o nascimento, perecível como a erva do campo.

Fragmento de oração (junte este caco a outros tantos e construa sua prece):

Senhor, a vida e as relações humanas me levam a desempenhar um papel de força e suficiência. Mas eu não quero me deixar levar por essa ilusão de poder, pois sei que, na verdade, força nenhuma há em mim. Eu existo por Tua vontade. Eu sou perdoado por Teu amor. E sou salvo por Tua ação.


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Devocional de Setembro



Chegou Setembro, mês que abre as portas para a primavera e suas flores, seus perfumes, suas cores. Bom tempo para andar por um parque ou praça, e perceber toques de criatividade do Criador. Bom tempo para perceber os detalhes do Cuidado daquele que nos quer bem. Bom tempo para lembrar que nós também devemos exalar um perfume especial.

Nosso país, infelizmente, tem cheirado mal. Tem cheirado a corrupção, desvio de verbas, abusos de poder, falta de ética, falta de respeito pelo espaço público etc. E isso acontece quando a maioria absoluta da população se declara cristã. Paradoxal? Sim, pois, como cristãos, deveríamos exalar o cheiro de Cristo com as nossas vidas (2 Cor 2:14-16). O problema é que muitos de nós se dizem cristãos, mas nada querem aprender de Jesus. Muitos querem graças, bênçãos, benefícios, aparências, mas são poucos os que têm ouvidos para ouvir a voz do Mestre, que chama à reflexão, que convida a uma mudança no modo de pensar e, por conseguinte, a uma mudança no modo de agir. Ele convida e quer ser ouvido. E quer que respondamos de modo coerente, com nossos pensamentos e ações. Ações? Obras? Mas a salvação é pela Graça, dirá alguém! Decerto, mas a graça também tem um cheiro, e seu cheiro, em nossas vidas, é formado pelas boas obras. Porque se as boas obras não são a causa de nossa salvação (e isto é certo!), elas são, sem dúvida, uma consequência dela.

Fragmento de oração (junte seus cacos a este e construa sua prece)

Senhor, obrigado pela chegada de mais um mês. Que neste mês eu exale o cheiro de Cristo. Que, com meu modo de ser e agir, ajudado pelo Espírito Santo, a Verdade (do Evangelho, de Cristo, da Graça) seja percebida como aroma agradável por onde eu passar. Obrigado, porque pelo perdão que Jesus me concedeu na cruz, eu posso exalar não culpa, remorso, pesar, mas vida, graça e paz.


sábado, 30 de julho de 2011

Devocional - Agosto


- Então, eu preparo a lasanha em Agosto!
- No mês de Agosto ou a gosto de Deus?


Essa brincadeirinha com as palavras já está muito difundida. Imagino que todos a conheçam. Lembrei-me dela porque chegamos a Agosto ao gosto do bom Deus. E teremos um mês tranquilo, sem muitas notícias ruins vindo de fora e de dentro de nosso país, se Deus quiser.

"- Se Deus quiser, e Ele quer!" - Responde alguém que se acha piedoso, mas que afronta o Soberano de modo prepotente. Afinal, quem somos nós para definir o que Deus quer com respeito a coisas gerais, cotidianas? Claro, algumas coisas nós sabemos que Ele quer. A Bíblia afirma literalmente que "Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação" (1Tes 4:3). Então, eu posso dizer: "Ele quer a nossa santificação". Nem preciso dizer "se". Mas com respeito a tantas outras coisas, não queiramos definir a querência de Deus. Ele não somente é um ser pessoal maduro (Estranha palavra para me referir ao Eterno. Tome-a como antropomorfismo.) com querência própria, mas é o único com uma querência absolutamente própria, que se estabelece independentemente de fatores externos. "Se Deus quiser". Nada de complementar essa bela frase com nossa vaidosa ansiedade humana ávida por definir as coisas a nosso gosto. No fundo, quem diz "E Ele quer" acaba se colocando no lugar de Deus, revelando sua própria vontade de se transformar em seu próprio deus e sua insatisfação com o fato de que há um só Verdadeiro Deus. "E Ele quer, porque eu quero que Ele queira e, no fim das contas, eu é que decido, porque eu sou Ele, eu sou meu deus" - É o que eles dizem de modo resumido, ainda que não percebam. Outro nome para isso? Egoísmo, uma "religião" que se alastra rapidamente e que é incompatível com o cristianismo.

Que seja a gosto de Deus. E eu confio que Ele tem para conosco pensamentos de bem, não de mal. E eu confio que esperar a vontade de Deus, mesmo que ela não me seja nítida neste momento, é melhor que me valer de meus próprios desejos afoitos e expectativas confusas.

Se Deus quiser, entenderemos a mensagem de Tiago (Tg 4:13-15).

Fragmento de oração (junte este caco com outros tantos e construa sua prece):
Senhor, ensina-me a confiar em Ti a ponto de ficar satisfeito com a expressão "Se Deus quiser", sem complementos. Sei que o Senhor quer o meu bem e, ainda que situações difíceis aconteçam e pareçam definitivas, farei o que me for possível e esperarei pela tua vontade. E, sobretudo, obrigado por ter querido perdoar meus incontáveis pecados por meio do sacrifício de Cristo. Isso é o mais importante e já está feito, embora eu não o merecesse.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Saboroso Devocional para o mês de Julho

Relógio do Sol, em Tiradentes - MG

Quando criança, costumávamos cantar uma canção na escola que dizia assim: “Quero ver você não chorar / não olhar atrás / não se arrepender do que faz”. Bonitinha até que é, mas se coloca em clara oposição a algo imprescindível para a proposta do cristianismo: a avaliação do passado, o arrependimento e a confissão dos pecados. E a diretora da escola, embora fosse uma senhora cristã fervorosa e austera, não o percebia.

Neste mês, chegamos à metade do ano. Já passamos pelo carnaval, pela semana santa, e já nos lembramos da vontade de comer canjica. Também, já começamos a nos esquecer dos planos que tinhamos feito para 2011. Será que precisamos esperar novembro para voltar a pensar em mudanças, bolar planos, reavaliar nosso proceder? Já se passaram seis meses. É um bom momento para olharmos atrás e nos arrependermos sinceramente das coisas más que já conseguimos fazer neste ano. Tantas coisas: as palavras desnecessariamente duras que dirigimos a alguém, a falta de amor em nosso cotidiano, o pouco tempo e cuidado que dedicamos a Deus etc. Se for preciso e sincero, podemos chorar, reconhecendo nossos erros e pedindo ao Senhor perdão. E assim, com os olhos sendo enxugados pela lembrança da Graça maravilhosa, poderemos erguer nossas cabeças e olhar adiante. Há seis meses pela frente! A metade de 2011 está disponível, resplandecendo diante de nós como uma grande oportunidade para construirmos um ano melhor, um ano em que nossas vidas reflitam verdadeiramente o fato de que somos cristãos. Um ano em que seja firme nossa decisão de fazer a vontade de Cristo: Amar o outro como a nós mesmos e a Deus sobre todas as coisas.

Fragmento de oração (junte este cacos a outros tantos e construa sua prece):

Senhor, eu olho para trás e vejo coisas ruins que fiz e coisas boas que deixei de fazer. Fico entristecido com o que encontro, mas não quero deixar de olhar, pois é assim que posso me arrepender e pedir perdão, e é assim que posso compreender meus defeitos e tentar agir melhor. Eu agradeço por ainda poder parar e me arrepender, e por receber o teu perdão pelo sacrifício de Jesus Cristo. E peço que o Senhor me ajude a seguir em frente, cada vez melhor.

Cesar M. R.

Durante todo o mês de Julho, este devocional estará disponível também na barra acima.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Saboroso Devocional para o mês de Junho

Chaleira da Scheila

este povo se achega com a sua boca
e com seus lábios me glorifica
enquanto seu coração está longe de mim ...
Isaías 29:13

Junho traz o frio a Minas. Não é frio de geada, de matar mato no pasto, nem de congelar roupa no varal. Mas é um friozinho de fazer querer dormir um pouco mais, de dar vontade de ficar em casa vendo filme, de lembrar café com queijo pelas tardes. O frio do corpo lembra o do coração. Como está ele? O que diz o Senhor sobre ele? Pois os outros interpretam nossas ações e palavras somente. Observam nossa disposição para a religiosidade e dizem se somos bons cristãos ou não. Mas o Eterno não se contenta com isso. Ele vem para mais perto e conhece os cantos esquecidos e os úmidos porões de nossa existência. E Ele chega até lá naquele quartinho mofado de trás da casa, onde guardamos as mágoas quase esquecidas, as lembranças deploráveis e os erros mais secretos. Mas Ele não vem para condenar. Ele traz uma Boa Notícia. Traz de volta à nossa mente o Evangelho, como um cappuccino quentinho para aquecer nosso frio coração. O calor muda o ambiente. O sentimento de culpa é desalojado para dar espaço à certeza do perdão. A mágoa, o rancor e a indiferença começam a ser substituídos pelo amor. Esse amor, que recebemos Dele, nos motiva também a amar. Assim, nosso coração aquecido começa a mudar outros corações.

Mas se eu não abrir a porta de meu coração para Ele, o frio aqui dentro persistirá. Poderei continuar piedoso na superfície, mas, no fundo, que Ele bem conhece, estarei distante, frio, gélido. Não menosprezemos o poder do Evangelho, pois ele pode aquecer as tardes frias de nossas vidas.


Fragmento de oração (junte este caco com outros tantos e componha sua prece):

Senhor, que neste inverno o frio esteja fora, mas que aqui, no meu interior, meu coração esteja aquecido por seu Evangelho, que traz perdão em vez de condenação, amor em vez de rancor, vida em vez de morte. Que eu não imite a Cristo somente na superfície, mas com todo o meu ser.

Cesar M. R.

P.S.: Este Devocional estará disponível durante todo o mês de Junho na barra de Páginas.

sábado, 30 de abril de 2011

Saboroso Devocional de Maio


- Mãe, se Deus é tão poderosão, como é que ele pode ficar tão perto da gente?
Ela, pensou que ia complicar a cabeça do filho se tentasse responder, até porque ela se via tão cheia de dúvidas sobre tudo isso. Então, somente o abraçou forte, em carinhoso silêncio. O pequeno esperou um instante. Logo, voltou a falar:
- Entendi.

Quando penso em mãe (minha mãe ou qualquer mãe), lembro de colo e acolhimento. A mãe nos guarda e aguarda por nove meses e, logo que deixamos seu útero, nos colocam em seu colo, para que nos sintamos acolhidos, mesmo sem nada entender. A mãe estende os braços e nos abraça forte quando as palavras não teriam efeito. Com seus gestos, elas aprendem e nos ensinam muito sobre o amor. "Amor só de mãe", diz uma frase bem batida e preconceituosa que circula fácil por aí. Não, amor não é só de mãe. Mas é verdade que elas são magistrais na arte de amar. Tanto que o salmista se referiu ao cuidado de Deus como o de uma mamãe pássaro:


Pois ele te livrará da arapuca do caçador de pássaros, da peste que destrói.
Nas penas dele te esconde, e debaixo das asas dele terás refúgio...
Sl 91:3-4a

O amor de nossas mães pode nos lembrar que é possível investir no amor, que ele é real e, com isso, sabemos também que Ele é real. Se não houver amor, nada faz sentido. Obrigado, então, mães, por ajudarem a convencer o mundo de que há, sim, amor!

Fragmento de uma oração (junte este caco com outros e construa sua prece):

Deus querido, obrigado pelo amor que o Senhor deixa evidente pelos gestos de tantas mães espalhadas pelo mundo. Ensina-nos a vivenciarmos sempre, ainda que não sejamos mães, um amor assim tão profundo, não somente pelos nossos filhos, mas por todos os teus filhos, nossa família.

Cesar M. R.